O Globo traz o Dr. Maurizio Pupo para alertar sobre o impacto das canetas emagrecedoras na hidratação

“É um risco silencioso porque muitos pacientes não percebem que estão bebendo menos água. O organismo continua precisando de líquidos para funcionar adequadamente e, quando essa ingestão cai de forma importante, os rins podem ficar sobrecarregados”, explica o farmacêutico Maurizio Pupo, pesquisador, professor e diretor científico do IPUPO Pós-Graduações.
– O Globo

O efeito direto das canetas emagrecedoras na ingestão de água

O mecanismo de ação desses medicamentos envolve o retardo do esvaziamento gástrico e a sinalização contínua de saciedade para o cérebro. Ao sentirem menos fome, os pacientes reduzem naturalmente o volume das refeições, esquecendo também do consumo básico de líquidos ao longo do dia.

Essa redução no volume ingerido afeta diretamente o equilíbrio hídrico do corpo, que depende de uma entrada constante de água para manter as suas funções básicas operando. Sem a reposição adequada, o organismo entra em um estado de alerta preventivo para poupar os seus recursos.

Diminuição da percepção de sede durante o tratamento

Um dos efeitos menos comentados dessas formulações é a adipsia induzida, que é a perda considerável da vontade de beber água. O centro de controle da sede no cérebro sofre uma alteração momentânea, fazendo com que o paciente passe horas sem sentir a necessidade de se hidratar.

O Dr. Maurizio Pupo, farmacêutico e especialista em cosmetologia, foi destaque no jornal O Globo em uma matéria sobre o impacto das canetas emagrecedoras na hidratação, abordando exatamente esse risco silencioso de os pacientes não perceberem que estão bebendo menos água. Na entrevista, ele reforçou a importância inegociável do acompanhamento nutricional e da avaliação constante da função renal.

“A hidratação precisa ser observada junto com outros aspectos do processo, como acompanhamento nutricional e avaliação da função renal quando necessário”, afirma Maurizio. De acordo com ele, o volume diário de água necessário não segue uma regra única, dependendo diretamente de características individuais como a massa corporal, o estilo de vida, a prática de exercícios e o estado global de saúde.

Fatores que aceleram a perda de líquidos

Além da menor entrada de água no corpo, o processo de adaptação ao medicamento frequentemente força o organismo a expulsar fluidos de maneira inesperada. Essa combinação de baixa ingestão e alta eliminação cria o cenário perfeito para um desequilíbrio hídrico bastante agudo.

Efeitos gastrointestinais comuns

Nas primeiras semanas de uso ou após o aumento da dose, é comum que ocorram episódios frequentes de náuseas, vômitos e diarreia. Cada um desses eventos retira uma quantidade expressiva de água e minerais essenciais de circulação, debilitando o paciente de forma rápida.

Quando o corpo perde eletrólitos como sódio e potássio, a capacidade das células de reter a pouca água que resta fica totalmente comprometida. Repor essas perdas rapidamente é fundamental para evitar que um desconforto passageiro se transforme em uma complicação médica séria.

A menor ingestão de alimentos ricos em água

Uma parte significativa da nossa hidratação diária vem da comida, especialmente do consumo de frutas, legumes e verduras frescas. Com o apetite reduzido, esses alimentos costumam ser deixados de lado, eliminando uma fonte oculta, porém vital, de reposição de líquidos.

Dietas muito restritas acabam focando apenas em fontes de proteína para evitar a perda muscular, esquecendo a importância dos vegetais ricos em água. Essa mudança drástica no prato agrava o ressecamento celular e exige que o consumo de líquidos puros seja ainda maior.

Para compensar essa ausência, é fundamental reinserir pequenas porções de alimentos ricos em água nas refeições diárias, mesmo em menor quantidade. Opções leves como melancia, pepino e abobrinha oferecem excelente densidade hídrica sem sobrecarregar a digestão, auxiliando não apenas na hidratação contínua das células, mas também no funcionamento regular do trato intestinal.

Sinais de alerta: Como identificar a desidratação antes que ela se agrave?

Reconhecer os avisos que o corpo emite é a melhor forma de intervir antes que a saúde geral seja afetada. Muitas vezes, esses pequenos sinais são ignorados ou confundidos com outras situações, atrasando a devida reposição de água e nutrientes:

  • Boca seca: A falta de salivação é o alerta primário de que as reservas hídricas do organismo estão muito baixas.
  • Tonturas e dores de cabeça: A redução do volume de sangue diminui a oxigenação do cérebro, gerando fortes dores e sensação de vertigem.
  • Fadiga: O cansaço extremo é frequentemente interpretado de forma errada como uma adaptação à dieta, mas costuma ser pura falta de água.
  • Alterações na coloração da urina: Uma urina escura e com odor forte indica uma filtragem altamente concentrada e com baixo volume de diluição.
  • Desequilíbrio eletrolítico: Cãibras musculares e fraqueza repentina sinalizam a perda perigosa de minerais que regulam os seus músculos.

O risco para a função renal

Os rins são os grandes filtros do corpo humano e dependem de um bom volume de sangue circulante, conhecido como volemia, para operar corretamente. Quando a hidratação cai e o sangue fica mais espesso, a pressão sobre o sistema de filtragem aumenta de forma drástica.

Essa sobrecarga diária e silenciosa pode levar a uma lesão renal aguda, um quadro onde os rins perdem repentinamente a capacidade de limpar o organismo. Evitar que as toxinas se acumulem exige garantir que o volume de fluidos esteja sempre no nível ideal.

Como manter a hidratação adequada durante o uso das canetas emagrecedoras?

A estratégia mais segura é calcular a necessidade hídrica de forma totalmente individualizada, multiplicando trinta e cinco mililitros pelo seu peso corporal atual. Esse cálculo básico garante um ponto de partida realista para que você distribua os copos de água ao longo da sua rotina.

Fatores externos como a temperatura do ambiente e a intensidade da atividade física também precisam entrar nessa matemática diária. Tenha sempre uma garrafa de água à vista para criar lembretes visuais, facilitando o consumo mesmo quando a sensação de sede estiver completamente ausente.

Além disso, o uso de aplicativos no celular ou alarmes programados ao longo das horas funciona como uma ferramenta indispensável durante o tratamento. Essa disciplina tecnológica contorna o esquecimento causado pela medicação e garante que o seu corpo receba um fluxo constante de hidratação.

A importância do acompanhamento multiprofissional

O sucesso do tratamento não pode ser medido de forma exclusiva pelos números que aparecem na balança a cada semana. É fundamental contar com médicos e nutricionistas para avaliar a composição corporal, o funcionamento dos órgãos vitais e os exames de sangue frequentes.

O olhar de uma equipe capacitada ajuda a ajustar a alimentação e a suplementação de vitaminas e minerais de forma personalizada e segura. Esse cuidado amplo evita danos colaterais e assegura que a perda de medidas ocorra de maneira equilibrada e definitiva.

Cuidar do equilíbrio hídrico é essencial para um emagrecimento seguro

O uso de tecnologias medicamentosas para o controle do peso exige muita responsabilidade e atenção constante às respostas do próprio corpo. A água é o elemento central que permite que a queima de gordura e a eliminação de toxinas aconteçam sem prejudicar a sua saúde.

Manter a disciplina com a garrafa de água é tão importante quanto a adesão correta às doses do tratamento prescrito pelo seu médico. Aliando a nutrição certa, a reposição constante de fluidos e o monitoramento profissional, você alcança os seus objetivos com total segurança.

Referências científicas

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Texto por: Dr. Maurizio Pupo, farmacêutico pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, especialista em cosmetologia, Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Ada Tina e e CEO do IPUPO Pós-Graduação. CRF-SP: 13.328.

IPUPO Pós-Graduação – Avenida Francisco Glicério, 2331, Salas 03 e 04. Vila Itapura. Campinas, SP. CEP: 13.023-101

Perguntas Frequentes (FAQ)

Por que sinto dor de cabeça ao usar essas canetas?

A dor de cabeça é um dos primeiros sinais de que o seu corpo está precisando urgentemente de líquidos. Muitas pessoas confundem esse sintoma com uma simples adaptação à dieta, mas ele indica uma queda no volume de sangue, exigindo a reposição imediata de água.

A hidratação da pele também é afetada pelo tratamento?

Sim. Quando o organismo detecta a falta de líquidos, ele prioriza o funcionamento dos órgãos vitais e retira a umidade da superfície do rosto. Isso resulta em um tecido áspero e sem brilho, tornando essencial o uso diário de cosméticos focados na reparação cutânea.

Como saber se estou bebendo a quantidade correta de água?

A forma mais simples de monitorar a sua hidratação é observar a coloração da sua urina ao longo do dia. O ideal é que ela esteja sempre em um tom amarelo bem claro. Tons escuros indicam que os seus rins estão trabalhando sob sobrecarga.

Posso substituir a água por sucos ou chás durante o dia?

Embora chás naturais ajudem, a água pura deve ser sempre a sua principal fonte de hidratação diária. Sucos costumam conter açúcares que alteram a dieta, e bebidas com cafeína possuem efeito diurético, o que pode acelerar a eliminação de líquidos e piorar o ressecamento.

O emagrecimento rápido justifica a sensação constante de cansaço?

Não. A sensação de fadiga profunda costuma ser um forte indicativo de desequilíbrio de eletrólitos e falta de líquidos no corpo. Um processo de emagrecimento saudável e acompanhado por profissionais não deve causar esgotamento, sendo vital ajustar a sua dieta e a sua hidratação.

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